As consequências de uma bebida batizada
Existem coisas que só pensamos que só acontecem com os outros. No entanto, tem sido mais comum do que se imagina, os casos de estrupo coletivo depois que se aceita uma bebida oferecida por outra pessoa.
Não se pode pensar que todas as pessoas que oferecem bebidas têm alguma intenção ruim. Mas, por via das dúvidas, é melhor não aceitar bebidas oferecidas em festas, bailes, etc. O Cuidado com o copo ou garrafa, é essencial para ter a certeza de que nada foi colocado na bebida.
O relato abaixo é caso real que aconteceu em uma festa de rua, na cidade de Cordeiro-RJ
"Uma moça trabalha no comércio do tio em Cordeiro,
cidade serrana passou por um grande constrangimento, depois que sofreu um
estupro coletivo e teve as imagens divulgadas em redes sociais.
Ela conta que teria começado a passar mal depois de
tomar um gole de cerveja do copo de um dos rapazes que aparecem no vídeo, o
qual, segundo ela, tem conta no comércio de seu tio. "Nunca imaginaria que
pudesse haver alguma coisa na cerveja. Nós o conhecemos já faz tempo. Naquela
tarde, ele tinha ido pagar a conta do mês",
Ela conta que após ingerir a bebida percebeu a visão
embaralhada e passou a enxergar com pouca nitidez. Um dos rapazes se ofereceu
para levá-la em casa. "Eu disse que não precisava, mas estava
zonza, sem energia. A partir daí, não me lembro de mais nada." Ao acordar,
no dia seguinte, ela diz que sentiu apenas um desconforto e um leve
sangramento. "Não dei importância porque estava para ficar
menstruada"
Ela tomou conhecimento do vídeo por uma amiga, na
manhã do sábado, 20. Àquela hora, Cordeiro inteira repercutia o assunto.
"A princípio, eu disse 'Gente, não sou eu!' (as primeiras imagens mostram
apenas as costas de uma mulher branca). Não podia ser! Mas então eu me
reconheci pela tatuagem. E depois, pelo rosto. Não consegui assistir ao vídeo
até o fim. Fiquei tão chocada que parei no meio." Entre os
cordeirenses que receberam o vídeo estava o tio e patrão.
Os três rapazes que aparecem no vídeo — de 30, 23 e
20 anos — disseram na polícia que não a drogaram. Sustentaram que tanto o sexo
quanto a filmagem foram consentidos por ela. Afirmaram ainda que não era
sua intenção divulgar o vídeo, mas o celular de um deles foi roubado.
Segundo contaram, a divulgação teria sido obra do ladrão.
De acordo com a advogada, o exame toxicológico
deve ser feito em um prazo de três dias depois da ingestão de drogas, caso
contrário perde a precisão "Já havia passado uma semana."
Valéria diz também que, como não houve agressão, o exame de corpo de delito não
serviria como prova. "Para haver estupro, não é necessário ameaça nem
violência".
Dois dos três jovens têm passagem pela polícia,
por lesão corporal em decorrência de violência doméstica e por tráfico de
drogas.
Um dos jovens trabalha em uma distribuidora de
galões de água que recebeu pedidos para que não o mandassem mais fazer as
entregas. No vídeo, o rapaz está usando uma camisa azul com o logotipo da
distribuidora. "Demos férias a ele", diz o dono da empresa, Mateus
Mattos, 22 anos. "Embora eu não coloque a mão no fogo por ninguém,
acredito no que ele conta." Mattos é filho do advogado que assumiu a
defesa de seu funcionário. "A advogada da menina chamou toda a
mídia para contar a versão dela, e a opinião pública está acreditando. Eu acho
que a gente tem de ouvir os dois lados", diz ele.
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