É preciso estar atento à violência sexual. 

O boletim epidemiológico da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, de Junho de 2018 nos aponta dados alarmantes sobre a violência sexual. 

Uma análise epidemiológica da violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil de 2011 a 2017 mostra que nesse período 58.037 crianças sofrearam abuso sexual. 

Os números chamam atenção para a quantidade de casos e a faixa etária. Infelizmente, 2.653 crianças tinham menos de um ano. Na faixa entre 1 a cinco anos 29.686 foram violentadas, e na faixa dos 6 aos 9 anos 25.691. Esses números nos mostram o quanto ainda precisamos aprender para prevenir essa situação tão triste e amarga. 

A região Sudeste é a campeã nesse trágico cenário com  23.417 crianças abusadas. 

E outro dado muito triste é local onde a violência é praticada:  40.154 crianças foram abusadas dentro de suas próprias casas, por pessoas que deveriam assegurar direitos e proteger. 

As violências contra crianças e adolescentes são consideradas problemas de saúde pública e violação dos direitos humanos, e geram graves consequências nos âmbitos individual e social. 

Fonte: Boletim Epidemiológico Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Volume 49 | Nº 27 | Jun. 2018. 

A exposição ao abuso sexual na infância pode trazer prejuízos ao longo da vida e podem gerar transtornos importantes como a depressão, distúrbio do sono, automutilação, ansiedade e ideação suicida.

As vítimas de abuso sexual na infância têm o desenvolvimento pessoal totalmente abalado e conturbado. Crescem sem esperança, sem confiança em si e nos outros. esse ato  resulta em grande sofrimento emocional.

Em alguns casos, pessoas adultas que sofreram violência sexual na infância tendem a se tornarem abusadores. É preciso romper esse ciclo de violência.

Se você conhece alguém que sofre ou já sofreu violência, mesmo que tenha passado muito tempo, estimule-a a denunciar.

No projeto Acalantar acolhemos e acompanhamos crianças vítimas de violência de sexual. Estamos aqui para ajudar. Procure-nos! 



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